sábado, 18 de dezembro de 2010

Qual o valor?

Outrora uma amiga me chamou a atenção em relação ao meio em que venho entrando. Não pude deixar de ignorar seus toques construtivos e pensar a respeito do assunto.
Falávamos sobre a questão da literatura. Sobre as questões tão importante que, ao escrevermos, levantamos nos livros. Ou simplesmente deixamos de levantar. A chamada literatura de massa que visa somente ao entretenimento.
Me fez pensar.
Minhas preferências literárias não são pseudo-intelectuais. Eu não vou sair dizendo por aí que adoro Saramago. Eu nunca li Saramago. Eu tentei ler Saramago e constatei: que ele é um gênio, não duvido. Mas também é um chato.
Entretanto, eu também não aplaudo livros que não acrescentam nada na vida de ninguém. Como Stéphanie Meyer. Ela escreveu livros matando vempiros de verdade românticos, visando um público necessariamente feminino e adolescente. Assim como não gosto de Saramago por ser erudito em demasia, não gosto de Meyer, por não me acrescentar nada. 
Continuo acreditando que o meio termo é sempre a saída.
Eu não tenho absolutamente nada contra este tipo de literatura. Eu não vou dizer que não é literatura, porque é. Vejo pessoas dizendo que existe gente que faz literatura e gente que acha que faz. Eu discordo. Tudo é literatura. Mesmo assim, também não esqueço do valor histórico-cultural de uma literatura erudita. 
E aí me pergunto: Por que eu escrevo? O que eu pretendo?
Um dia, eu quero levantar questões importantes, mas, não agora. Eu tenho 19 anos e não sei nada da vida, quem sou eu para pensar a sociedade de forma realmente relevante? Eu ainda nem me descobri! E, por outro lado, também não quero ser mais uma que não faz porra nenhuma. 
Então, acho que acredito que deveríamos fazer uma espécie de literatura inteligente para as massas. O primeiro passo é descobrir nosso público. Escrever de forma refinada a toa não me passa nada além de um pseudo-intelectualismo desnecessário. E acho que quem deve passar uma mensagem útil - sem moralismos - são nossas personagens. Elas devem, todas, ser bem construídas, com pontos realistas em sua interioridade. E bem trabalhadas, nos levando a refletir sobre algum comportamento ou algum assunto.
E é isso que eu pretendo fazer.  

2 comentários:

Victor disse...

Mare, adorei o post e a questao levantada, muito boa. Abandonei livros como A Hora das Estrela e Senhora pelo fato de simplesmente nao me prenderem e eu nao entender absolutamente nada - nao digo nada, mas que deu sono e dor de cabeca deu. Conclui entao que, eles tem um traco superior, sao ótimos, escrevem para fazerem a gente raciocinar a cada palavra lida e, por isso, nao eram para minha idade. Leio livros variados, nao só best sellers e YA e sei que, mesmo assum, meu nível nao é para esses livros. E quanto mais lermos literatura de qualidade, nao sendo Saramago da vida, mas bem escrita, que nos faca refletir e venha de alguém que, como você, se importa, estaremos um dia preparados para lidarmos com OS LIVROS.
Depende da consciência de cada autor em escrever algo que valha a pena ser lido pela narrativa e qualidade de seu texto, nao algo que nao passe de enredo. Além disso, da consciência do leitor, que veja o valor daquilo que tem em maos. Por mais que seja impossível de largar, o livro pode nao ser ótimo.

Beijos,

Victor

Babi Lorentz disse...

E é isso que você tem feito, né? Impossível não gostar das personagens por você criadas.
Meu pai chama esse tipo de literatura de "vendável". Realmente, quando você para pra pensar, é tudo feito com um único propósito: venda. Tanto os livros que acrescentem algo, como os livros que não acrescentam porra nenhuma.
Aí entra o marketing tentando vender, né? E o foda é que o marketing consegue. Já li péssimos livros que comprei apenas por conta da propaganda. Acho que to no meio da massa manipulável, haha.
Que bom que eu abro as portas para receber novos livros que não são assim tão bem divulgados, não é verdade?
Tem resenha de Chantilly no blog. Corre lá pra ler ;)

Postar um comentário